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04/09/2018

CPI DAS OSS

A Fundação ABC e os 18 CNPJs

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A Fundação ABC é uma das maiores Organizações Sociais de Saúde do Estado de São Paulo. Cerca de 20 mil funcionários são ligados a ela, que figura também na lista das OSS que recebem verbas mais vultosas - foram 2,6 bilhões nos últimos anos.

Com tanta grandiosidade, a OSS teima em não fornecer informações requisitadas pelos membros da CPI das OSS, por exemplo, sobre remuneração de seus dirigentes e taxas de administração, proibidas de serem cobradas, o que é sumariamente desrespeitado por muitas OSS.

Na terça (4), o diretor da Fundação ABC, Luiz Mário Pereira de Souza Gomes, foi evasivo em seu depoimento à CPI. Mas uma admissão que fez deixou os presentes surpresos. Dezoito CNPJs são vinculados à Fundação por meio de contratos, gerando 18 superintententes. Quem gerencia os contratos são indicados pelos próprios tomadores de serviço. Ou, nas palavras do depoente:
“Normalmente o tomador de serviço indica quem vai gerenciar”, afirmou Luiz Mário.

Outro momento auge aconteceu quando o depoente foi questionado sobre a remuneração dos funcionários das OSS. A pergunta foi simples: "os salários estão em dia?". "Acho que funcionários estão recebendo", foi o máximo de sua resposta, causando revolta nos presentes e nos deputados que não acreditaram que uma empresa daquele porte pudesse chegar aonde chegou às cegas, sem saber de si.

Demissão de funcionários da Fundação ABC

A forma evasiva do depoente contrastou com as denúncias levadas pelo Sindsaúde aos deputados, como a que diz respeito a possível demissão de 1200 funcionários da Fundação ABC.
O depoente negou as demissões, falando que nunca se pensou em demissões massivas, embora o deputado Carlos Neder, do PT, tenha levado notícias passadas informando a demissão de primeiro 120 funcionários e depois de 500.


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