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28/08/2018

SAÚDE

Funcionários de Organizações Sociais de Saúde sofrem assédio

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Funcionários empregados por Organizações Sociais de Saúde, empresas que são constituídas são contratadas pelo Estado ou Município para gerir serviços de saúde, sofrem assédio moral ao fazer qualquer crítica ao seu trabalho. Isso quando não são forçados a votar em candidatos políticos que lhes são impostos.

Essas foram algumas das denúncias que surgiram nesta terça-feira (28), em mais uma reunião da CPI das OSS. Quem levou as denúncias ao conhecimento da CPI foi o deputado Carlos Neder, parlamentar petista que compõe a comissão.

O depoente do dia, presidente do Fórum das Organizações Sociais em Saúde e Instituições Parceiras, Fernando Proença de Gouvêa, que também preside uma OSS que atende por CEJAM, ou Centro de Estudos e Pesquisas Dr. João Amorim, esboçou ares de surpresa ao ouvir o relato sobre os possíveis casos de assédio.

Proença não teve, no entanto, como negar que nas eleições de 2016 o Fórum realizou um Painel, na Associação Paulista de Cirurgiões Dentistas (APDC), para ouvir dos candidatos à Prefeitura seus posicionamentos sobre o modelo de gestão via OSS. E neste ano fará o mesmo, ao que deu a entender, o que causou preocupação do deputado Neder, que quis saber quem custeava os eventos.

Assim como a questão dos custeios, que permaneceram no ar, após algumas horas de depoimento, também não ficou claro o papel que o Fórum exerce e quantas e quais OSS representa.

A respeito da organização Social de Saúde CEJAM, o deputado Carlos Neder questionou o presidente sobre sua participação na gestão do Hospital do Servidor Público Municipal (HSPM). Mais uma vez, como as respostas não vieram a contento, e para aprofundar as investigações, o deputado solicitou que fosse apresentado documento jurídico que permitiu a entrada da CEJAM no HSPM, incluindo cópia do contrato e aditivos.

PASSADO QUE CONDENA

No ano de 2002 a OSS CEJAM passou por uma situação que beira o ridículo. Notas de churrascarias, jantares japoneses e até boates foram lançadas como gastos – públicos!
A vexatória situação foi trazida à CPI das OSS. Em desrespeitosa resposta, o presidente da CEJAM e do Fórum das Organizações Sociais em Saúde e Instituições Parceiras, Fernando Proença de Gouvêa, quase nada dizia, apenas sorria aqui e ali. Quando resolveu comentar o caso, veio o seguinte:

“Aquilo foi uma comemoração de vitória depois da superação de um problema”, constatou, falando que o hospital Evandro Freire, da Ilha do Governador, Rio de Janeiro, estava passando por complicações que foram resolvidas. Essa foi sua justificativa.

“Riso, em nossa profissão de médico, é sinal de desespero ou descaso”, ponderou o deputado Carlos Neder, na tentativa de Proença rever sua postura e dar continuidade aos trabalhos de investigação da CPI.


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