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26/06/2018

HOMICÍDIOS

Quanto vale uma vida na periferia?

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Ontem (25/6), a imprensa publicou dados da Secretaria Estadual de Segurança Pública que mostram que em maio deste ano houve a primeira alta mensal de homicídios.
Dos 64 registros, 66 foram vítimas fatais. O aumento que mais pesou na taxa total da capital aconteceu na área do 85.º Distrito Policial (Jardim Mirna), na zona sul, onde os casos saltaram de um para cinco.

Já em outros oito distritos da capital, localizados nas zonas sul, leste e norte, houve crescimento de dois casos. Vale destacar que todos são áreas periféricas da cidade.
A Secretaria de Segurança Pública informou que 37% dos casos foram cometidos durante o período da greve dos caminhoneiros, iniciada em 21 de maio. A ineficiência da Segurança Pública, um problema completamente estrutural, tenta desta maneira buscar culpa da ausência de rondas, naquele período, pela falta de combustível. Pura desculpa.
O professor da Fundação Getúlio Vargas (FGV) Rafael Alcadipani, ressalta que “historicamente, os homicídios na capital ficam concentrados nas franjas da zona sul e da zona leste, e não temos visto ações específicas”.

O nosso povo da quebrada sabe disso, vive na pele os riscos e o temor da violência, insiste na vida e dribla o medo de morrer.

A Secretaria da Segurança Pública afirma que ainda não tem explicação. “Não conseguimos detectar nenhum motivo determinante”, disse, nesta segunda-feira (25), o secretário Mágino Alves Barbosa Filho.

E assim seguem os dias. O governo não tem explicação para as mortes na periferia de SP, os números não explicam as causas e as autoridades desconhecem essa operação.



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