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13/06/2018

CINEMA E REALIDADE

“O Processo” exibido na Alesp

Crédito: Tácito Chimato
Por iniciativa da deputada Beth Sahão, líder da Bancada do PT, nesta quarta (13) foi exibido na Alesp o documentário O Processo, que acompanha de perto no Congresso os movimentos do golpe que tirou a presidência de Dilma Rousseff. Depois da exibição a diretora do filme, Maria Augusta Ramos, e o crítico de cinema e professor da Unicamp, Gilberto Alexandre Sobrinho, participaram de debate.

O auditório Franco Montoro, da Assembleia Legislativa do Estado, ficou lotado para a exibição do documentário “O Processo” hoje (13/6) na Alesp. O documentário mostra etapas das manobras e ilegalidades parlamentares que conduziram o golpe que destituiu a presidenta Dilma Rousseff, assim como as reinteradas tentativas de resistência por parte das lideranças políticas petistas para impedi-lo.

Depois do filme, a diretora e roteirista Maria Augusta Ramos e o professor da Unicamp e crítico de cinema, Gilberto Alexandre Sobrinho, responderam perguntas dos espectadores.
O desafio de transformar 450 horas de filmagem em 137 minutos, aproximação da rotina dos membros sobretudo do Senado - e provavelmente algum estômago - fizeram parte da produção de O Processo. A diretora conta que em apenas quatro semanas de exibição 58 mil pessoas já viram o filme.

“Como não fazer o filme? A ideia estava aí. Meus amigos juristas progressistas me ligavam dizendo que eu tinha que fazer. E sou de Brasília. O filme é descoberta de processo de filmagem e edição”, disse a diretora, ressaltando que sua proposta “não é de fazer cinema de entretenimento, é incomodar”.
Gilberto Alexandre Sobrinho, professor do Departamento de Multimeios, Mídia e Comunicação, no Instituto de Artes, da Unicamp, contextualizou trabalho da diretora, colocando-a como artista cujas obras intervêm na realidade.

“Quem acompanha o cinema brasileiro sabe que essa ideia de pensar o país é um destino de artistas e de críticos dos anos 60 e 70, ditadura militar. Esse investimento crítico sobre o país foi deixado de lado pelos diretores “linha de frente”. Maria Augusta Ramos retoma esse grande desafio (...). Esse filme é um trabalho de resistência estética, política e sobretudo de resistência no sentido de interromper o fluxo das coisas para pensar sobre uma perspectiva melhor”, considera o professor e crítico.

FOI GOLPE, SIM

A diretora e roteirista de O Processo, Maria Augusta, disse que as pessoas estão cada vez mais percebendo que o “impeachment” foi um golpe:

“Espero que o filme possibilite maior reflexão sobre todo o processo de impeachment, que foi na verdade um golpe, cada vez mais a gente tem consciência disso, e que a gente possa fazer uma autocrítica e superar momento de crise política e econômica no Brasil e finalmente elegermos um presidente que tire o país desse grande abismo que ele se encontra nesse momento”, ressaltou.

A diretora falou da importância das pessoas assistirem o filme no cinema, fortalecendo a produção desse tipo de conteúdo, documentário, e de teor político, e também pelo impacto diferente que se tem ao ver o filme com mais pessoas ao redor, “sentindo” o filme, com a potência da tela e do som do cinema.

“É um filme que nos prende a atenção do início ao fim, com emoções fortíssimas, sobretudo para nós petistas”, comentou a deputada líder do PT, Beth Sahão, proponente e articuladora do evento. O deputado Marcos Martins (PT) também prestigiou o evento.





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