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18/12/2017

#FORADOSTRILHOS

Fraudes no Metrô e Monotrilho de Alckmin são denunciadas por empreiteiras

Crédito: RBA
Baseada nos desdobramentos das investigações do Ministério Público Federal de São Paulo e no acordo de leniência com empreiteiras firmados pelo Cade, vieram à tona informações a respeito das fraudes nas licitações nas obras do Metrô e do Monotrilho executados pelos governos estaduais do PSDB de São Paulo, sendo que a maioria ocorrem na gestão do governador Geraldo Alckmin.
Segundo o Cade, o cartel funcionou entre 1998 e 2004, quando Camargo Corrêa, Andrade Gutierrez e Odebrecht, as três maiores empresas do ramo, buscavam dividir entre si grandes projetos.

Em março de 2016, a Polícia Federal apreendeu com o presidente da Odebrecht Infraestrutura, Benedicto Barbosa, o "BJ", hoje delator, um documento intitulado "Tatu Tênis Clube".

Os executivos da Camargo ainda dizem que o título "Tatu" possivelmente faz referência à máquina Shield - grande diferencial de atestação no mercado de obras de metrô -, que é popularmente conhecida por "Tatuzão".

As obras da Linha 4-amarela do metrô de São Paulo e duas obras para a linha 2-verde foram afetadas pelo esquema de fraudes nas licitações, com manipulações dos processos para compartilharem a execução das obras.

Ainda de acordo com o Cade, há indícios de que também houve acordos anticompetitivos implementados em 2008 que afetaram outras duas que são o Projeto de trecho paralelo à Raposo Tavares (futura Linha 22) e projeto na região M`Boi Mirim, ambas no monotrilho.



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