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30/11/2017

TRANSPORTE

Participação popular marcou Audiência pelo Metrô Jardim Ângela

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A espera por mais de 20 anos pela chegada do Metrô na zona Sul da cidade de São Paulo e o risco não ter este projeto executado pelo governo Geraldo Alckmin levaram cerca de 300 pessoas à audiência em prol do “Metrô Jardim Ângela Já”, na Assembleia Legislativa.

Moradores, lideranças comunitárias, populares, sindicais, religiosas e políticas participaram da atividade que contou com a presença do técnico do Metrô Epaminondas Duarte Júnior, da gerência de planejamento e integração de transportes metropolitanos.

Logo no início do debate o deputado Enio Tatto, responsáveL pela organização da atividade, informou que acionou o presidente do Metrô e o secretário de transportes metropolitanos, que não compareceram.

Epaminondas disse que está aguardando a autorização do governo do Estado para a realização do projeto básico do Metrô Ângela ao responder as críticas do líder do PT, deputado Alencar Santana Braga, que mencionou a exclusão da expansão da Linha 5- Lilás até o Jd. Ângela no edital de concessão apresentado pelo governador Geraldo Alckmin.

*Preço de banana*
Somada à falta de expansão, a Linha 5-Lilás foi contaminada também por denúncias de irregularidades, elevação dos custos e prejuízo econômico à contabilidade da obra.
De 2003 a 2015, o governo do Estado obteve cerca de R$ 43 bilhões de empréstimos para as obras do Metrô.

O Metrô de Alckmin investirá R$ 20 bilhões nas Linhas 5-Lilás e 17-Ouro e abriu a licitação das duas linhas por R$180 milhões.

Para conter este negócio de pai para filho com a entrega do filão ao setor privado, os deputados estaduais do PT acionaram o Tribunal de Contas do Estado, que suspendeu o processo de licitação.

*Por que Metrô?*
São Paulo, a maior cidade da América Latina, tem a maior rede de transportes do mundo.

O Metrô é o sistema que tem a maior capacidade de transporte e de menor impacto ambiental, social e urbano. Mesmo assim, o governo do Estado tem feito obras do Metrô num ritmo muito lento para as necessidades da população paulista.

Isso tem afetado diretamente a população da periferia,onde há grande concentração populacional . Afeta em especial os moradores da região sul, que concentra cerca de 38 bairros e abriga mais de 2 milhões de moradores.

Esta é a população que está em intensa mobilização pela expansão da Linha 5 - Lilás com a construção de três novas estações para atender os moradores da região.


*Alterar o edital*
"A Audiência em prol do Metrô Jardim Ângela tem um grande desafio: mudar o edital para garantir a extensão da Linha 5 Lilás e levar o Metrô até o Jardim Ângela", alertou o deputado estadual Enio Tatto.

As discussões seguiram com calorosas críticas ao governador Geraldo Alckmin e AA ausência do secretário estadual de transportes. “É ele quem deveria estar aqui”, criticou o deputado José Zico Prado, que alertou que o técnico do Metrô Epaminondas não tem poder político. "Quem conversa com o governador é o secretário, que tem o poder de decisão".

Para dar maior visibilidade ao movimento em defesa do Metrô Jardim Ângela, o deputado Geraldo Cruz sugeriu realização de ato em frente ao Palácio dos Bandeirantes para cobrar do governador a construção do Metrô.

Já o deputado Marcos Martins destacou que o Metrô garante à população o direito de ir e vir e lembrou que a região de Osasco também está na fila de espera pelo Metrô, que sempre aparece nas promessas de campanha, mas nunca chegou lá durante os sucessivos governos do PSDB.

*Palavra Popular*
A ala de participação popular foi aberta com o Padre Jaime. Tradicional líder religioso da região da zona sul, ele mencionou que a periferia é campeã no quesito desigualdade e lembrou que os trabalhadores levam em média de quatro ou cinco horas no trajeto de ida e volta do trabalho.
"A situação do transporte na região sul é desumana, com congestionamento e superlotação".

Os reflexos da superlotação na integridade e segurança das mulheres foram lembrados por Elaine, coordenadora do SOS Racismo, que conclamou a união do povo da periferia que mora “do lado de lá da ponte”. O mesmo tom foi usado por Jussara Basso, coordenadora estadual do MTST, que condenou o modelo de licitação do governador Geraldo Alckmin que excluiu o projeto de extensão da Linha 5 Lilás, e ressaltou que a superlotação expõe as mulheres ao assédio sexual.

A voz da juventude foi expressada por Isac de Souza Faria, do Núcleo de Jovens Políticos, que defendeu a renovação na política e apontou a maneira desigual com que o governo Alckmin trata os moradores. " Há algum tempo os moradores de Higienópolis conseguiram tirar do projeto uma estação do Metrô naquela região enquanto nós estamos há décadas reivindicando o Metrô Jardim Ângela.

O movimento SOS Transportes Jardim Ângela marcou presença através do Rosevaldo Caetano Alves que ressaltou a jornada de luta pelo Metrô.

Claudinho Silva, da Frente Alternativa Preta, lembrou que a maioria do povo da periferia é pobre, preto e composto por trabalhadores que enfrentam falta de transporte de massa.

A participação popular na audiência foi concorrida e contou com a falas de lideranças como Neide Caicai, da supervisão técnica de saúde da M`Boi Mirim, e José Geraldo Araújo, do Fórum de Defesa da Cidade Campo Limpo e M` Boi Mirim.

*Próximos Passos da Luta*
Dentre as propostas apresentadas pelos participantes está a de criar um Conselho Municipal de Transportes; a de união dos deputados federais e estaduais para obter recursos federais; e a continuidade da construção de corredores exclusivos de ônibus para atenuar os congestionamentos enquanto não há o metrô, conforme sugeriu Jilmar Tatto.

A atividade foi encerrada com o compromisso de continuar coletando assinaturas do abaixo assinado em prol da linha até a definir agenda com o governador Geraldo Alckmin.



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