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03/10/2017

Para secretário de Alckmin, o problema da área da saúde são os pacientes

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Deputados Marcos Martins e Carlos Neder fazem questionamentos ao secretário da Saúde, David Uip
Enquanto a população faz uma avaliação negativa dos serviços de saúde, a administração do Estado busca responsabilizar os pacientes e outras esferas de governo pelos problemas. Essa foi a conduta do secretário David Uip, nesta terça-feira, 3/10, na Comissão de Saúde, durante prestação de contas da gestão no segundo quadrimestre deste ano.

David Uip disse que a “invasão” de pacientes vindos de outros estados e a falta de recursos federais são os principais responsáveis pelas condições precárias dos serviços da saúde no Estado de São Paulo. Ele reivindica o ressarcimento por parte de planos de saúde e de outros estados pelos serviços extras prestados pela rede pública paulista.

Esqueceu-se de dizer que Alckmin tem dado sustentação ao governo Temer e às suas políticas de desmonte de políticas públicas e de cortes nos investimentos em saúde e educação para os próximos vinte anos.

Ao mesmo tempo, o secretário anunciou uma lista de inaugurações que vão ocorrer, coincidentemente, dentro do calendário eleitoral do próximo ano, no qual Alckmin e o próprio Uip podem figurar na lista de candidatos a presidente e a governador. Ambos estão em plena campanha, portanto.

Desmonte da FURP
A deputada Marcia Lia apontou uma queda nos recursos destinados ao atendimento básico de saúde. Também questionou a política de desmanche da FURP - Fundação para o Remédio Popular, laboratório farmacêutico do Governo do Estado de São Paulo. A parlamentar destacou as demissões de trabalhadores da fábrica da FURP em Guarulhos.

O secretário não esconde os objetivos do governo de demitir funcionários e de aprofundar a entrega da fundação e de suas operações para a iniciativa privada.

O que já ocorre na fábrica de Américo Brasiliense, onde a gestão e administração da produção de medicamentos populares já são feitas por uma grande indústria farmacêutica, a EMS.

Fundação Butantã
O deputado Carlos Neder perguntou sobre irregularidades na Fundação Butantan apontadas por auditoria. Responsável pela administração do Instituto Butantan, principal fabricante e centro de pesquisa de vacinas e soros do país, a fundação teria feito pagamentos sem contratos, abusado dos contratos de emergência e pago valores acima dos preços estimados. Neder questionou o secretário a respeito das medidas administrativas e investigações em curso.

David Uip reconheceu a falta de transparência da Fundação Butantan e disse que oito pessoas foram indiciadas. Acrescentou ainda que o estatuto da fundação foi modificado, o que resultou no esvaziamento de suas atribuições e transferência de poderes para o Instituto Butantan, que passará a controlar o orçamento de cerca de R$ 1,2 bilhão.


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