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02/10/2017

MULHER

Beth Sahão realiza audiência pública para reforçar luta contra a cultura do estupro

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Evento, que será no dia 4, às 17h30, é promovido pela deputada Beth Sahão em parceria com coletivos e movimentos de mulheres

A Assembleia Legislativa de São Paulo receberá, na próxima quarta-feira, 4, uma grande mobilização em defesa dos direitos das mulheres: a Audiência Pública “Todxs Contra a Cultura do Estupro”, que será realizada no Auditório Teotônio Vilela, a partir das 17h30.

Promovido pela deputada estadual Beth Sahão em parceria com coletivos e movimentos feministas, o evento conta com o apoio da Bancada do PT. Uma das presenças confirmadas no debate é Maria Cristina Pache Pechtoll. Especialista em relações de gênero, ela possui licenciatura em português e inglês pelo Centro Universitário Fundação Santo André (1991), especialização em gerência de sistemas e serviços de informação pela Fundação Escola de Sociologia e Política de São Paulo (2002) e mestrado em Administração pela Universidade Municipal de São Caetano do Sul (2007).

A mesa contará ainda com a participação de Junéia Martins Batista, secretária nacional da Mulher Trabalhadora da CUT e presidenta do Comitê Mundial de Mulheres da Internacional de Serviços Públicos (ISP); Rachel Moreno, psicóloga, que atua desde 1974 na luta pelos direitos femininos e que atualmente é integrante do Conselho Municipal de Políticas para as Mulheres da Cidade de São Paulo; e Flávio Urra, psicólogo e sociólogo, mestre em Psicologia Social e que coordena o programa “E Agora José?”, grupo sócio educativo de homens autuados na Lei Maria da Penha.

Um dos objetivos da audiência é reforçar a mobilização contra retrocessos que ameaçam conquistas históricas das mulheres. “O Brasil enfrenta uma escalada conservadora sem precedentes. Por isso, é fundamental que estejamos organizadas e prontas para impedir que destruam nossos direitos”, afirma Beth.

A audiência também abordará a questão dos abusos sexuais que vêm ocorrendo no transporte público da Grande São Paulo. Recentemente, ataques ocorridos no interior de ônibus na Capital ganharam grande repercussão, sobretudo depois que juízes decidiram pôr em liberdade abusadores que haviam ejaculado em suas vítimas.

“Não pretendemos aqui fazer uma campanha punitivista. Respeitamos a lei, o Estado Democrático de Direito e o devido processo legal. Mas não podemos aceitar que autoridades relativizem a legislação e sejam condescendentes com a violência de gênero. A impunidade é um dos fatores que estimulam os agressores”, diz Beth.

Ela acredita que as políticas públicas preventivas são fundamentais para que o enfrentamento à violência de gênero seja efetivo. “A cultura do estupro é uma construção social. Essa forma de agressão atingiu níveis epidêmicos no Brasil porque, por muito tempo, nossa sociedade naturalizou essa prática. Temos de desconstruir esse olhar, de modo a fazer com que ninguém mais considere normal que uma mulher seja submetida a uma forma tão aviltante de violência”, diz a deputada. A audiência será aberta ao público em geral.


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