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28/09/2017

FRAUDE NA PM

20 oficiais da PM de Alckmin suspeitos de desviar R$ 7 milhões são investigados pelo Ministério Público

Crédito: Marreta Urgente
Preso desde março no Presídio Militar Romão Gomes, o tenente-coronel José Afonso Adriano Filho negocia com o Ministério Público Estadual de São Paulo delação premiada. O oficial foi detido preventivamente sob a acusação de liderar um esquema de desvios de verba da corporação. O prejuízo teria chegado aos R$ 7 milhões.

O tenente afirma que o esquema contou com a participação de 18 coronéis da Polícia Militar e um deputado estadual, que teria participado dessa fraude que desviou milhões da corporação entre 2005 e 2012. Na época, as suspeitas contra Adriano Filho foram apuradas por meio de 21 inquéritos policiais militares, que investigavam as suspeitas sobre licitações.

No documento apresentado à Corregedoria pelo próprio Adriano Filho, não há provas diretas de quem teria cometido os crimes listados e como isso teria ocorrido. Em vez disso, o oficial escreve questões que poderiam levar à obtenção de provas do suposto esquema.

No inquérito, que terminou com a prisão nesta quinta, a Corregedoria apurou que o coronel fez 207 licitações que tiveram como vencedora uma mesma empresa, a Construworld, que segundo a investigação pertencia ao próprio coronel Adriano.

A empresa foi contratada para demolir estruturas, retirar entulho, reformar a cozinha, construir uma nova caixa d´água, recuperar janelas, trocar piso, fornecer tinta e pintar paredes.

A investigação da Corregedoria da PM descobriu que em 2006 o tenente-coronel José Afonso Adriano Filho, então chefe do departamento de suporte administrativo do Comando Geral, conheceu o dono de uma empresa que cuidava do lago das carpas, no jardim do Comando Geral da PM, na Luz, Centro da capital paulista.

Segundo a investigação, para poder prestar o serviço, o sócio da Construworld Comércio de Material para Construção Limitada, teve que pagar mensalidade para o coronel. Começou com R$ 1,5 mil mensais, subiu para R$ 2,5 mil e chegou a R$ 3,5 mil por mês.

O empresário teve dificuldades financeiras e deixou de pagar a propina. Segundo a apuração da Corregedoria, o coronel Adriano propôs comprar a empresa sem oficializar o negócio. O antigo dono continuou assinando os contratos e os cheques.

O promotor Adalberto Denser de Sá Junior escreveu na denúncia: "Tudo era fraude para o desvio de dinheiro. Isto porque não ocorria a prestação de serviços e o uso de materiais. Tudo era fachada, simulação para desviar dinheiro da administração militar".



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