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21/08/2017

HOMENAGEM

Dia do ator é comemorado com homenagem a Sergio Mamberti

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Sensibilidade, humor e estilo compuseram a homenagem ao artista Sergio Mamberti nesta segunda-feira (21), na Assembleia Legislativa paulista.

Na ocasião, os desafios da Cultura e o desmonte da área no Estado de São Paulo foram destacados no discurso do deputado Luiz Fernando, autor da homenagem. O parlamentar apontou o fechamento de pontos de cultura, redução de investimentos e o fim da Banda Sinfônica, apesar dos apelos e protestos contra esta medida vinda expressamente do governador Geraldo Alckmin. 

O deputado mencionou também que uma das primeiras medidas do governo golpista foi a erradicação do ministério da Cultura. 

A criatividade e o compromisso para garantir acesso, fomento e com foco nos aspectos multiculturais do nosso país, desenvolvido por Mamberti, foi lembrado pelo líder do time petista, deputado Alencar Santana Braga,  que  destacou também o papel da Cultura em contestar e resistir aos ataques à sociedade brasileira.

Apresentação musical, declamação poética e coral compuseram o roteiro da sessão solene em homenagem ao ator, produtor, mestre e militante Mamberti, que é membro fundador do Partido dos Trabalhadores e ocupou vários cargos na gestão pública. 

*Com a palavra Sergio Mamberti*
O homenageado exaltou o trabalho dos artistas e a importante função social da categoria, a luta coletiva dos que atuam nos bastidores e no protagonismo teatral.

“A primeira imagem que remete à cultura é a resistência; é no plano cultural que se abre perspectiva para superação da barbárie. (...) Exige esforço permanente de discussão, reflexão, atores sociais e culturais para criar novos direitos e eliminação de privilégios”, disse Mamberti durante sua fala.
O homenageado também destacou em sua fala que a realização do conceito de Cultura não pode ser concentrada no mercado; que a mundialização da economia e o emprego massivo das novas tecnologias de informação acabam por abortar a singularidade dos povos, descaracterizando as origens da cultura, educação e formação.

Mamberti relembrou que o Ministério da Cultura ressurgiu graças a resistência social, mas sobrevive em penúria e em menos de um ano teve três pessoas na condução da pasta.   

Por fim, o ator ponderou que um novo projeto de país e nação deve prever o respeito à diversidade cultural para a consumação de uma sociedade libertária.


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