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06/07/2017

PROPINA TUCANA

PT pede ao STJ informações da apuração sobre propina na campanha de Alckmin

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A falta de informações sobre as investigações a partir das delações dos executivos da empreiteira Odebrecht, que apontaram o governador Geraldo Alckmin como receptor do pagamento de R$ 10 milhões de propina para suas campanhas eleitorais, motivaram o estadual do PT Alencar Santana Braga, líder do PT na Assembleia Legislativa, a enviar ofício à ministra Laurita Hilário Vaz, presidente do Superior Tribunal de Justiça, indagando o andamento do inquérito.

O deputado aponta que segundo a denúncia o governador Geraldo Alckmin teria recebido mais de R$ 10 milhões do grupo Odebrecht, sendo R$ 2 milhões em 2010 e R$ 8,3 milhões em 2014, de repasses não registrados pelo candidato na Justiça Eleitoral.

Alencar ressalta que em abril o ministro Edson Fachin autorizou a retirada do sigilo das delações que apontam que o governador Geraldo Alckmin constava na lista de propinas da Odebrecht, segundo o depoimento de três executivos da construtora. O deputado solicitou o número do inquérito, data da instauração, fase de investigação em que se encontra o processo e ainda o relatório da autoridade judiciária, se houver.

Pediu ainda informações sobre quais procedimentos foram adotados até o momento, quantas e quais pessoas foram ouvidas, se houve depoimento do investigado, quebra de sigilo telefônico e bancário, busca e apreensão de documentos, condução coercitiva de pessoas, e outras medidas tendentes à apuração de conduta delitiva praticada pelo governador Geraldo Alckmin.

O líder petista destaca que nesta semana o Supremo Tribunal Federal (STF), abriu inquérito para apurar a denuncia de que o senador José Serra recebeu cerca de R$ 7 milhões por meio de caixa dois da JBS na campanha presidencial de 2010.

Na avaliação de Alencar, apesar da quebra do sigilo o caso ainda está nebuloso e pouco se sabe do que foi apurado.



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