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16/05/2017

CRISE NA SAÚDE

Comissão de Saúde vai visitar Hospital São Paulo

Crédito: Marina Moura
Nesta tarde de terça-feira (16), o trabalho dos deputados do PT nas comissões da Assembleia iniciaram-se com a Comissão de Saúde, da qual fazem parte, pela Bancada do PT, os deputados Carlos Neder e Marcos Martins. Esteve presente na comissão Soraya Smaili, reitora da Unifesp.

Soraya relatou a atual situação do Hospital São Paulo, que está sob situação critica por falta de recursos. A unidade funciona como hospital universitário e também fornece assistência. Conta com 1100 residentes médicos e 500 multiprofissionais e atende 5,8 milhões de pessoas com seu contrato com o SUS.

Depois de ouvirem a reitora falar da importância da instituição para o Estado, os deputados que integram a comissão aceitaram seu convite para conhecer o Hospital São Paulo. A visita ficou marcada para a próxima terça-feira, 23, às 13h45.

HISTÓRIA VIVA: HOSPITAL SP NÃO PODE ACABAR

Segundo Soraya, em 1933 foi criada Escola Paulista de Medicina e depois o Hospital São Paulo, em 1940. Foi o primeiro Hospital Universitário ligado à Escola e seguiram juntos como entes privados até 1956, quando a Escola foi federalizada e o Hospital continuou pertencendo à Associação Paulista para Desenvolvimento da Medicina (SPDM). O Hospital tem contrato com o SUS, via Ministério da Saúde, sendo o Estado de São Paulo gestor.

No ano de 2010 foi criado o Programa Nacional de Reestruturação dos Hospitais Universitários Federais (REHUF).

Soraya Smaili explica que, apesar na natureza de patrimônio privado do Hospital São Paulo, a instituição foi encaixada no decreto que criou o REHUF e assim pode ser reconhecida como hospital da rede REHUF, passando a receber recursos dos ministérios da Educação e Saúde, uma composição de orçamento. Ano passado a quantia recebida foi de cerca de R$18 milhões de custeio e R$1 milhão de capital. Soraya diz que estes valores que vêm diminuindo gradativamente.

“O que pedimos aos deputados é que nos deem oportunidade de mostrarmos todo trabalho que vem sendo feito em nosso hospital e em nossa universidade. Se não nos enquadrarmos no REHUF, vamos perder nosso hospital universitário. Ele é fundamental para todas atividades de ensino, de pesquisa e de assistência, além da área de cobertura que o hospital tem, que é o contrato SUS, área de 5,8 milhões de pessoas que dependem deste hospital diretamente. Fica na região sudeste, mas atende todo Estado”.

ATUAL SITUAÇÃO

Segundo informações da Agência Brasil, o Ministério da Saúde suspendeu repasse de verbas do REHUF para o Hospital São Paulo, que, por causa das crises financeiras, desde o mês passado passou a atender apenas casos de urgência e emergência.

Na tarde de hoje reuniram-se em Brasília, para discutir o caso, representantes do hospital e da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) com ministérios da Saúde e da Educação.


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