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05/05/2017

ALIMENTAÇÃO

Feira do MST mostra que reforma agrária é alimentação saudável

Crédito: Júlia Leite/Agência PT
São 800 feirantes reunidos em todo país até domingo
Até domingo, produtores de todo o país vendem produtos agroecológicos em São Paulo; evento propõe debate sobre que alimentos queremos consumir

Até domingo, 800 feirantes estarão durante todo o dia no parque da Água Branca vendendo produtos sem agrotóxicos da reforma agrária. De todo país, assentados de 23 Estados vieram para São Paulo na 2ª edição da Feira Nacional da Reforma Agrária. Ao todo, são 280 toneladas de alimento que devem ser comercializadas.

Além da venda de alimentos in natura, artesanato e agroindustrializados, a feira conta com shows, atividades culturais, debates e uma cozinha com comidas regionais de 20 estados do país – com opções como acarajé, pacu, baião de dois, pastel, galinhada, arroz carreteiro, entre outras, que servem refeições durante todo o dia.

Ao menos um caminhão saiu de cada estado trazendo os alimentos produzidos pela reforma agrária. Já os agricultores vieram de ônibus até São Paulo. Uma ampla variedade de frutas, verduras, legumes de todas as regiões do Brasil estão a venda a um preço acessível. Mas também produtos como doce de leite, geleias, doces naturais, sabonetes e artesanato.

“É uma amostra de tudo que é produzido, tudo o que o MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais sem Terra) realiza, porque o MST é ocupação de terra, mas é produção, alimento saudável, e preservação ambiental”, afirma Gilmar Mauro, coordenador nacional do movimento. “Queremos propor esse debate: que alimento você quer consumir? Que tipo de uso nós queremos dar ao solo, água, e recursos naturais? Se for esse que tem sido feito (no agronegócio), se preparem, as futuras gerações terão problemas, inclusive a nossa”, afirma.

Milton Fornazieri, que também é da coordenação, explica que a feira também traz a parte organizativa dentro dos assentamentos, que envolve mais de mil associações e mais de 140 cooperativas.

Para Zenália Santos, integrante do segundo assentamento feito no estado de Rondônia, uma das principais batalhas é produzir alimentos saudáveis para a população. “Viemos para mostrar para a sociedade que a reforma agrária é viável, que além de distribuir riqueza, ela distribui alimentação saudável”, explica.

Até domingo, 800 feirantes estarão durante todo o dia no parque da Água Branca vendendo produtos sem agrotóxicos da reforma agrária. De todo país, assentados de 23 Estados vieram para São Paulo na 2ª edição da Feira Nacional da Reforma Agrária. Ao todo, são 280 toneladas de alimento que devem ser comercializadas.

Além da venda de alimentos in natura, artesanato e agroindustrializados, a feira conta com shows, atividades culturais, debates e uma cozinha com comidas regionais de 20 estados do país – com opções como acarajé, pacu, baião de dois, pastel, galinhada, arroz carreteiro, entre outras, que servem refeições durante todo o dia.

Ao menos um caminhão saiu de cada estado trazendo os alimentos produzidos pela reforma agrária. Já os agricultores vieram de ônibus até São Paulo. Uma ampla variedade de frutas, verduras, legumes de todas as regiões do Brasil estão a venda a um preço acessível. Mas também produtos como doce de leite, geleias, doces naturais, sabonetes e artesanato.

“É uma amostra de tudo que é produzido, tudo o que o MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais sem Terra) realiza, porque o MST é ocupação de terra, mas é produção, alimento saudável, e preservação ambiental”, afirma Gilmar Mauro, coordenador nacional do movimento. “Queremos propor esse debate: que alimento você quer consumir? Que tipo de uso nós queremos dar ao solo, água, e recursos naturais? Se for esse que tem sido feito (no agronegócio), se preparem, as futuras gerações terão problemas, inclusive a nossa”, afirma.

Milton Fornazieri, que também é da coordenação, explica que a feira também traz a parte organizativa dentro dos assentamentos, que envolve mais de mil associações e mais de 140 cooperativas.

Para Zenália Santos, integrante do segundo assentamento feito no estado de Rondônia, uma das principais batalhas é produzir alimentos saudáveis para a população. “Viemos para mostrar para a sociedade que a reforma agrária é viável, que além de distribuir riqueza, ela distribui alimentação saudável”, explica.

6 anos de acampamento
O feirante Claudio Bogo passou seis anos acampado para conseguir sua terra. “De acampamento em acampamento, de despejo em despejo, de inverno após inverno. Muitos anos de pelea de lona, embaixo de um barraco“, afirma o assentado de Santa Catarina. “Foi algo que marcou muito a vida da gente.”

Bogo conseguiu o assentamento em 1995. Hoje, ele é produtor com certificado orgânico. “A gente produz de tudo, alho, feijão, milho, arroz, todos os tipos de miudezas, temperos, o que imaginar a gente produz na terra”, comenta. “Produzimos alimento, produzimos a vida. Ao contrario do agronegócio que produz a morte”, diz.

Veja na página do evento a programação completa.

2ª Feira Nacional da Reforma Agrária

Quando: de 4 a 7 de maio
Onde: Parque da Água Branca (av. Francisco Matarazzo, 455)
Horário: Das 8 às 19h
Atividade gratuitas

Por Clara Roman, da Agência PT de Notícias


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