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13/12/2016

Agressão Policial

Última CPI da Máfia da Merenda tem agressão a estudantes pela PM e votação de relatório final

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Mesmos estudantes que lutaram pela instauração da CPI da são colocados para fora na última sessão.
Estudantes foram arrastados para fora do plenário durante votação do relatório final da comissão. Parlamentares da Bancada, que repudiaram ação truculenta da PM, auxiliam na soltura de jovem detido.

Na manhã de hoje (13) foi fechado um ciclo em que fica claro o desinteresse ou mesmo a repulsa dos governistas com relação às lutas estudantis, por exemplo, pela qualidade da merenda que alunos de escolas estaduais recebem. O mesmo tratamento hostil que os estudantes receberam quando ocuparam a Alesp no início do ano reivindicando instauração da CPI da Merenda, sob o olhar ameaçador do tucanato e violência real da PM, permaneceu até o final na comissão.

Durante esta última sessão da CPI, enquanto membros da CPI faziam suas conclusões finais e encaminhavam votação do relatório final dos trabalhos, o presidente da CPI, deputado Marcos Zerbini, pediu para que a PM retirasse do recinto estudantes que fizessem qualquer espécie de comentário ou manifestação. Quando o deputado tucano Barros Munhoz falou que “estava na Casa há 30 anos e nunca viu CPI que tivesse produzido tão bons resultados” e que “para fazer o que uma minoria insignificante deseja tem que prender o Capez”, os estudantes sentiram-se atingidos e se manifestaram.

Regida por coordenadas tucanas, a PM retirou violentamente dois estudantes do plenári,o causando repúdio da Bancada petista. As deputadas Beth Sahão e Márcia Lia tentaram alcançar os policiais autores da ação, mas não chegaram a tempo de um deles, com manchas vermelhas de agressão no pescoço, ser levado ao 36º Distrito Policial de São Paulo, na Vila Mariana.
Alencar Santana Braga, único membro da oposição com poder de voto a compor a CPI, dirigiu-se após a sessão até o DP onde o jovem se localiza.

“Como essas cenas grotescas, rudimentares, podem acontecer numa casa Legislativa? Uma casa que defende a democracia e tem que defender a manifestação popular? (...) Qualquer respiro de qualquer manifestante eles são ameaçados de serem retirados desta Casa e de uma forma tão estúpida quanto foi”, criticou a deputada Beth Sahão, dando voz à indiganação de toda Bancada com o episódio e defendendo uma forma não-agressiva de lidar com pessoas que participam das atividades da Alesp.

Marina Moura





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