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07/12/2016

Relatório da CPI da Merenda

Bancada Petista deve entregar relatório fiel aos trabalhos da CPI 

Crédito: Katia Passos
A Bancada Petista na 21a. CPI da Máfia da Merenda

O texto deverá apontar omissões e citar pessoas que deixaram de ser ouvidas ou acareadas


A 21a. reunião da CPI da Máfia da Merenda realizada nesta quarta (7), na Alesp, trouxe vitória para a Bancada Petista, isso porque, o relatório final da Comissão apresentado pela base governista e que não citava, por exemplo, deputados, teve sua votação adiada para a próxima semana. A última reunião da CPI acontecerá no dia 13 de dezembro, quando então, o relatório deverá ser votado. Pressão de estudantes com os parlamentares do PT resultou no adiamento. 

A ideia da Bancada do PT é entregar um relatório que contemple a realidade dos trabalhos da Comissão, ou seja, o texto deve apontar omissões e citar nomes de pessoas que deixaram de ser ouvidas ou acareadas, e assim, quem sabe, fazer com que outros órgãos de justiça ouçam esses depoentes. 

Desinteresse 

Os tucanos queriam entregar um relatório sem conhecer o conteúdo. O próprio deputado Barros Munhoz declarou que havia pego o arquivo na noite anterior, sendo impossível lê-lo em menos de 24 horas.
E por falar em relatório, o deputado Estevam Galvão, responsável pela relatoria da CPI declarou que “não houve prejuízo ao erário público” e “não encontramos sobrepreço”, contrariando informações comprovadas em todas esferas de investigação do esquema: Corregedoria, Ministério Público, Polícia Civil e na própria CPI. Estaria o deputado desinteressado aos assuntos da Comissão?  

Legitimidade e verdade 

Já o deputado Alencar Santana pretende apresentar uma versão de relatório, que além de toda a realidade dos depoimentos e investigações da CPI, também contemple o trabalho da Corregedoria do Estado que segundo ele, não agiu como órgão efetivo de investigação de irregularidades dos atos dos servidores, mas sim, como órgão de defesa do governo. “Vamos falar da máfia que havia na cooperativa, dos servidores que cometeram diversas ilegalidades no âmbito da administração pública, dando prejuízo aos cofres públicos. Prejuízo esse falado pelo próprio Tribunal de Contas de 44% e relatado em diversos depoimentos à CPI, que foram pagos 10% de propina dos contratos do Estado para servidores e agentes políticos”, disse o parlamentar
 
Alencar diz que no documento serão feitas as devidas análises dos depoimentos da CPI. “Por exemplo, dois assessores do Capez. Não há dúvida da participação deles. Assinaram contrato, receberam cheques. Estão numa linha hierárquica muito próxima... pessoas citaram também o deputado como beneficiário. Não chegamos a prova final, por isso deveríamos ouvir a Vanessa. Vamos relatar essas questões para que justiça possa terminar o trabalho”.

Os petistas também farão a leitura do relatório da bancada governista e certamente críticas serão feitas.


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