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29/11/2016

20ª CPI

Ex-secretário de Educação de Alckmin acusado de receber propina será ouvido nesta quarta, na CPI da Máfia da Merenda

Crédito: Kátia Passos
20ª CPI da Merenda ouve Herman Voorwald, ex-secretário de Educação acusado de receber propina
Segundo delação de Chebabi, líder do esquema de máfia da merenda e ex-presidente da COAF, o lobista Marcel lhe disse que empresa passou R$100 mil em propina a Herman Voorwald

O ex- secretário estadual de Educação do governo Geraldo Alckmin, Herman Voorwald, é o depoente de destaque da 20º sessão da Máfia da merenda que acontecerá nesta quarta- feira, (30), a partir da 9h, na Assembleia Legislativa.

Em delação premiada, o ex- presidente da Cooperativa Orgânica Agrícola Familiar (COAF) Cássio Izique Chebabi, declarou aos investigadores da Operação Alba Branca que o lobista Marcel Ferreira Julio lhe contou que a antiga empresa fornecedora de merenda para a secretaria da Educação, a Citrocardilli, pagou R$ 100 mil para o então secretário da pasta, Herman Voorwald, para que ele não assinasse o contrato com a COAF e abrisse uma nova chamada pública.

Ainda de acordo com o depoimento de Chebabi ao Ministério Público, o ex- vendedor da COAF, César Bertholino, outro envolvido no escândalo, também lhe relatou o suposto pagamento de propina ao ex-secretário.

Herman Voorwald deixou o comando da Educação em dezembro de 2015, em meio ao projeto de reorganização escolar que provocou protestos de estudantes.

Em uma gravação telefônica autorizada e efetuada pela Operação Alba Branca, Moita, como é conhecido Luiz Roberto dos Santos, ex-chefe de gabinete da Casa Civil do governo Geraldo Alckmin, avisa o lobista Marcel Júlio que o então secretário de educação, Herman Woorward, tinha deixado o cargo.

“Caiu o Herman, viu? Ele é o cara que estava na frente com isso. Eu nem sei se continua, então protocola logo.”

Os investigadores afirmam que os dois falavam sobre um aumento de R$ 2,4 milhões no valor do contrato entre a COAF e a Secretaria da Educação.

O segundo depoente do dia será Joaquim Pereira da Silva, empresário de Campinas, sócio-administrador da Riocamp Negócios Institucionais. Ele é apontado pelo MP por ser o falsificador de notas fiscais que foram utilizadas pelos lobistas para justificar pagamento de propinas.

Continuam na pauta da CPI 45 requerimentos a serem votados. A base do governista sinaliza que pretende cancelar pautas, como convocação de pessoas suspeitas de participar do esquema ou que podem prestar informações importantes, para acelerar fim dos trabalhos.

Rosário Méndez


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