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14/06/2016

Comissão de Educação e Cultura

Governistas censuram trabalhadores da TV Cultura durante reunião da Comissão de Educação

Representante dos trabalhadores da TV Cultura foi impedida de se manifestar durante reunião da Comissão de Educação que ouviu Marcos Mendonça, presidente da Fundação Padre Anchieta.

Mendonça havia sido convidado exatamente para falar sobre as demissões que ocorreram no ano passado na TV e na Rádio Cultura, mas, desde o início da reunião, tentou fugir do assunto.

A deputada Beth Sahão, autora do requerimento, foi insiciva em seus questionamentos. “Quantos funcionários foram demitidos nos últimos cinco anos? Quanto se gastou com as recisões? Quanto se gastou com processos trabalhistas?”, perguntou a deputada.

O presidente da Fundação Padre Anchieta simplesmente não respondeu. Preferiu falar sobre os inúmeros prêmios recebidos pela TV Cultura. “As pessoas se prendem em detalhes e se esquecem da grandeza da TV Cultura”, afirmou Mendonça, claramente menosprezando o drama dos trabalhadores.

“O que nós estamos discutindo não é menor. Se a Cultura ganhou prêmios, eu parabenizo, mas deve ser estendido aos trabalhadores, que estão há tres anos sem rejuste, além das demissões”, disse Beth Sahão.

Tanto ela quanto a deputada Leci Brandão solicitaram que uma representante dos trabalhadores, Ana Flávia Marques, falasse. Os deputados da base do govenador Geraldo Alckmin não permitiram, dizendo que não se tratava de uma audiência pública.

Ana Flávia disse então: “Vocês são inimigos dos trabalhadores”. Ela, os demais funcionários da Cultura e as deputadas Beth e Leci deixaram a reunião.

Do lado de fora, uma grande quantidade de estudantes aguardava na entrada do plenário principal da Assembleia para ato pelo Plano Estadual de Educação. Ana Flávia, com ajuda de jogral, denunciou aos estudantes “o projeto de sucateamento e enxugamento da TV que é patrimônio do povo de São Paulo”.

Parcialidade

A deputada Beth Sahão também questionou Mendonça sobre a parcialidade da TV Cultura e citou o programa Roda Viva como exemplo.

“O programa Roda Viva hoje parece um programa ´chapa branca´. Não se tem representantes de outros pensamentos diferentes do governo do Estado. Estimula o pensamento único. Não preza pela diversidade dos convidados e de seus entrevistadores. Há mídias alternativas importantes que trabalham pela democratização da informação e que não participam do programa”, denunciou Beth.

Também participaram os deputados João Paulo Rillo e Marcia Lia.

Fernanda Fiot



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