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01/06/2015

Greve

Professores protestam contra falta de negociação do governo Alckmin

Professores do ensino estadual de São Paulo acorrentaram-se nesta segunda-feira (1/6) a grades da secretaria Estadual da Educação, na Praça da República, centro da capital, em protesto contra a recusa do governo Alckmin em negociar a pauta de reivindicação da categoria. A greve entra hoje no seu 81º dia, e já é considerada uma das mais longas da história.

Seis professores prometem permanecer acorrentados por tempo indeterminado, ou até que o governo estadual demonstre intenção de negociar. O professor de História José Bonfim, de 55 anos, na rede estadual há 23 anos, disse esperar que "os acorrentados sensibilizem o governador e faça com que ele dê alguma resposta quanto ao reajuste". Cristina Ponce, de 52 anos, na rede há 20 anos, veio de Tupã, no interior, para participar do protesto, que classifica como uma "medida desesperada".

A presidenta da Apeoesp (sindicato da categoria), Maria Izabel Azevedo Noronha, a Bebel, disse após reunião com o secretário da Educação, Herman Woorvald, que o governador Geraldo Alckmin deverá anunciar um índice de reajuste, mas não disse quando. O secretário afirmou, ainda, que só vai negociar reposição de aulas depois do fim da greve.

"Nunca pensei que os professores teriam de usar desse recurso para conseguir negociar com o governo de São Paulo", afirmou Bebel, em referência aos professores acorrentados, acrescentando que o acorrentamento deve prosseguir, bem como as mobilizações às portas da secretaria, que devem ser redobradas, até que o governador divulgue o índice de reajuste.

Sobre rumores de que a secretaria pretenderia fazer já a reposição das aulas, de maneira atribulada, compensando 30 dias de aulas perdidos em apenas 15, a presidenta da Apeoesp se opôs. "Não vamos aceitar falsa reposição", afirmou Bebel.

Na reunião com o secretário, a presidenta da Apeoesp esteve acompanhada de pais de alunos da rede estadual, para confirmar, junto às autoridades do estado, a greve que insistem em dizer não existir.

A categoria reivindica equiparação do salário dos docentes ao das demais categorias que exigem formação superior, com base na chamada Lei do Piso, o que representa uma defasagem de 75,33% nos salários e que está sendo reivindicada na atual campanha, além da reabertura de classes fechadas, da regularização dos professores temporários e da realização de novos concursos.

Até o momento, o governo resiste em apresentar um percentual de reajuste dos salários, e diz que tal negociação acontecerá apenas em julho.

Fonte: Rede Brasil Atual


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