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15/06/2018

AUDIÊNCIA PÚBLICA

‘A conta fica para o município’, apontam vereadores e população de Hortolândia

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As demandas apresentadas na audiência pública que discutiu o Orçamento do Estado para 2019 na Câmara Municipal de Hortolândia, na quinta-feira, 14/6, referem-se, em sua maioria, à ausência do governo do Estado na manutenção de serviços públicos de sua responsabilidade. “A escola, que é estadual, tem um problema hidráulico, por exemplo, e é o município que tem de consertar”, afirmaram os vereadores presentes.

O deputado Enio Tatto, membro da Comissão de Finanças, Orçamento e Planejamento e autor da lei que deu origem às audiências públicas que anualmente discutem o Orçamento do Estado de São Paulo, chamou atenção para a queda do investimento do governo estadual na Região Metropolitana de Campinas. Os recursos para a região caíram de R$ 398 milhões, em 2014, para R$ 103 milhões, em 2017. Tatto destacou também o alto custo social das desonerações fiscais.

A falta de recursos para a área da saúde e a ausência do Estado na política de mobilidade também foram apontados. Além de considerar a precariedade da rodovia SP-101, Carlos Tomás Ramos perguntava por que não há transporte público intermunicipal que ligue a cidade a Paulínia, distante apenas dez quilômetros de Hortolândia, e até quando o trem metropolitano será apenas uma promessa. “Embora a cidade e a região sejam polo industrial e tecnológico, não formamos mão de obra capacitada e a nossa média do Enem é a pior da região”, criticou o morador da cidade.

Representando o prefeito da cidade, Cafu, secretário de governo, disse que a ausência do Estado é tão séria que a solução talvez seja uma reunião de todos os municípios da Região Metropolitana de Campinas, para articular a participação dos municípios no debate do Orçamento do Estado.

Várias entidades de defesa dos animais estiveram presentes à audiência pública. Elas reivindicam recursos para atuar em projetos pela posse responsável e pela castração de cães abandonados, ações que consideram necessárias para enfrentar o problema de saúde pública na cidade.



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