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17/05/2018

MESMOS ERROS

Agora Alckmin também quer promover insegurança pública no campo

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Um governador de um partido que está há duas décadas no poder no Estado de São Paulo e que só apresenta desmonte, desrespeito e desleixo contra setores essenciais para a sociedade. Esse é Geraldo Alckmin, um dos pré-candidatos à Presidência da República.

Em sua gestão no Estado de São Paulo, não é novidade para ninguém que a Educação, a Saúde, os Transportes são algumas das pastas que estão abandonadas por ele há tempos. Mas agora, às vésperas da campanha eleitoral, a bola da vez, também sem novidades, é novamente a Segurança Pública.

O tucano declarou hoje à imprensa que pretende facilitar o porte de armas para a população rural.
Alckmin justifica a absurda ideia pelo fato dessas pessoas "ficarem isoladas e se tornarem alvo de violência". Mas todo mundo sabe que não é bem isso, não é mesmo? A verdade é que o governador tucano está sendo (indiretamente) pautado por um outro pré-candidato, o bizarro Jair Bolsonaro, que conquista apoio tímido de uma parcela de agricultores.

Alckmin, que numa disputa que inclua o presidente Lula tem tímidos 6% das intenções de voto, segundo pesquisa DataFolha de abril (http://bit.ly/AlckminPerde), não quer enfraquecer ainda mais, muito menos perder para Bolsonaro.
E para provar que o governador abandonou mesmo a Segurança Pública há tempos, na capital uma nova pesquisa divulgada hoje também pela imprensa mostra que de 2014 a 2016, 16% dos mortos por policiais tinham menos de 17 anos, o dobro da proporção daqueles alvo de homicídio geral (8%). Além disso, 67% das vítimas fatais de ações policiais eram pretos ou pardos, contra 46% do total de assassinatos no Estado.

Então não é de hoje, tampouco com Márcio França tendo assumido as responsabilidades que Alckmin deixou para concorrer à presidência, que o caos impera na Segurança Pública do Estado de São Paulo.

Como pode um governador que não cumpre com o básico na pasta, que coloca sua polícia truculenta, racista e despreparada nas ruas, dizer que o campo precisa de apoio para a liberação de porte de armas?

A fala de Alckmin é no mínimo um retrocesso contra a lei do desarmamento e mostra o caráter fascista dos governos tucanos no Estado de SP.


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