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18/01/2018

#CPIDAMERENDA

Tucanos começam a pagar por roubo de merenda em São Paulo

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Que a merenda oferecida pelo governo Alckmin às escolas do Estado é deplorável, isso quando se tem comida, muitas pessoas já sabem, é fato dado nesses anos de governo PSDB em São Paulo. Mas o que muitos não imaginavam era a dimensão do assunto merenda. A CPI da Merenda, ocorrida na Assembleia Paulista em 2016, fruto de pressão dos estudantes que ocuparam o Legislativo paulista, e de deputados que apoiaram a criação da CPI, mostrou que o surrupio tucano de merenda era bem, mas bem mais embaixo.

A partir da última segunda-feira (15/01), começou a ganhar repercussão na imprensa a denúncia do procurador-geral de Justiça, Gianpaolo Smanio, ao Tribunal de Justiça e seus desdobramentos.
Smanio denunciou o deputado tucano Fernando Capez por corrupção passiva e lavagem de dinheiro, pedindo seu afastamento tanto da função de deputado quanto de procurador de justiça, já que se Capez fosse afastado do Legislativo logo seria reconduzido à Procuradoria.

Gianpaolo no requerimento fala do “(...) justo receio de que o denunciado Fernando Capez torne a delinquir”, justificando os afastamentos.

MÁFIA DA MERENDA

A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar o desvio de milhões que seriam destinados à compra de merenda para escolas estaduais paulistas ficou conhecida como “CPI da Merenda”.
O PT participou ativamente na luta para instauração da CPI, ficando ao lado dos estudantes logo que ocuparam a Assembleia Paulista a favor do início das investigações e depois cobrando assinaturas para instauração da CPI.

Quando instaurada, deputados estaduais petistas foram assíduos em sua participação, levantando fatos que mostrassem que o secretariado de Alckmin, bem como políticos de seu partido, tudo ocorrendo sob sua gestão de governador, além de deixar os alunos com péssima ou nenhuma alimentação, causou prejuízos ao erário estipulados em cerca de R$8 milhões, segundo relatório do procurador-geral Gianpaolo Smanio.

O relatório aponta que propinas atingiram 10% dos contratos com a Cooperativa orgânica Agrícola Familiar (COAF), ou seja, mais de R$1,3 milhões de reais.

RELATÓRIO PETISTA EMBASOU INVESTIGAÇÕES

Ao término da CPI da Merenda, os deputados petistas apresentaram voto em separado para conclusão dos trabalhos. Isso porque em todos os momentos a bancada governista, ligada ao governador Geraldo Alckmin, esforçou-se para escamotear fatos e “blindar os seus”, dificultando as investigações e tirando responsabilidade de tucanos envolvidos na máfia da merenda.

O relatório foi levado em consideração no documento elaborado pelo procurador-geral de Justiça, Gianpaolo Smanio, nas investigações contra um ex-funcionário de Alckmin, Luiz Roberto dos Santos, o “Moita”, que aparece em grampos fazendo intermediação entre Palácio dos Bandeirantes e outros acusados. Moita não havia sido denunciado.

Smanio propôs que seja encaminhado à Central de Inquéritos Policiais e Processos (CIPP), cópia do voto em separado apresentado na CPI da Máfia da Merenda, do deputado líder do PT na Alesp, Alencar Santana Braga, para “conhecimento e eventuais providências criminais cabíveis em relação a Luiz Roberto dos Santos, vulgo “Moita””.

OUTROS DENUNCIADOS

Em requerimento, Smanio também pediu, dentre outros, bloqueio de veículos automotores e outras medidas para ampliar busca e localização dos bens dos seguintes denunciados:

Fernando Capez
Jeter Rodrigues
Merivaldo
Fernando Padula
Dione Whitehurst
Cássio Chebabi
César Bertholino
Leonel Julio
Marcel Julio
Cooperativa Orgânica Agrícola Familiar


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