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17/10/2017

DESMONTE DE SP

Movimentos sociais, centrais sindicais e PT pressionam Alckmin a discutir projeto que desmonta Estado

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Categorias diversas programam paralisação para 27 de outubro contra PL 920/17, que congela por dois anos gastos em áreas primárias do Estado. Alckmin mandou projeto às pressas para a Assembleia Legislativa. PT, movimentos e centrais obtêm vitória, conseguindo retirada de urgência do PL e fazendo projeto ser discutido em audiência pública prevista para 26/10.
Movimentos sociais e centrais sindicais ocuparam hoje (17) o plenário da Alesp com protestos contra o PL 920/2017, que congela por dois anos investimentos nas áreas de Saúde, Educação, Transportes e demais áreas, trazendo prejuízos não apenas aos servidores estaduais, mas a toda população paulista que utiliza os serviços públicos, além de entidades mantidas por verbas estaduais.

Em amplo apoio aos presentes, o conjunto de deputados petistas reforçou a luta, colocando-se contra o projeto do governador. O líder da Bancada do PT, Alencar Santana Braga, anunciou a retirada de urgência do PL. Agora o projeto vai ter que seguir curso normal na Casa, passando pelas comissões.

Alencar falou também da aprovação, em reunião do Colégio de Líderes, de audiência pública prevista para dia 26, às 14h, no Plenário Juscelino Kubitschek, na Alesp, com presença de secretários de Finanças, Saúde, dentre outros, em conjunto com movimentos sociais e centrais sindicais, para discutir o PL minuciosamente.

Centrais sindicais e movimentos sociais prometem fazer uma grande paralisação em 27 de outubro, em diferentes pontos da cidade, em protesto ao PL.

Presentes na reunião do Colégio de Líderes da Alesp, centrais e movimentos entregaram pauta de reivindicações dos servidores do Estado incluindo também os seguintes itens:

- Reposição salarial com aumento real de salários;
- Instituição efetiva da negociação coletiva no Governo do Estado de São Paulo, cumprindo a Lei 12.638/07;
- Abertura de concursos públicos;
- Retirada do PL 920/2017;
- Audiência pública com o governador Geraldo Alckmin.

UMA LUTA QUE NÃO É DE HOJE

"Trabalhadores sempre tiveram que lutar para conseguir seus direitos. Nunca foi fácil. Da parte da Bancada do Partido dos Trabalhadores, podem contar com a gente", disse a deputada Ana do Carmo, uma das deputadas do PT presentes no evento.

"Estamos ABSURDAMENTE contra o PL 920, de autoria de Alckmin (...). Vemos escolas sem papel higiênico, escolas sem estrutura. Estamos do lado dos servidores", expôs Márcia Lia durante audiência pública, firmando compromisso e posicionamento da Bancada está contra o PL.

O deputado José Zico Prado falou de momento histórico hoje na Assembleia e parabenizou as pessoas, sindicatos e movimentos por ocuparem a Casa contra desmonte de Alckmin por meio do PL 920. Disse que orientação da Bancada é “obstruir até o fim”.

“Vigília permanente contra projeto de Alckmin que desmonta SP”, foi o que a deputada Beth Sahão defendeu em sua fala na agenda contra o PL do desmonte de SP, que uniu mais de 20 grupos na Alesp, entre entidades sindicais e movimentos sociais.

Beth falou que o conjunto de deputados do PT vai resistir contra redesenho das maldades de Temer, trazidas agora por Alckmin a SP. Mas ressaltou importância dos presentes ficarem de olhos bem abertos para que governo não aprove projeto a toque de caixa, como é comum dentro de seu método maléfico. A deputada destaca que plano de Alckmin lesa não apenas servidores, mas também entidades mantidas por verbas governamentais.

Presentes na reunião: Central Única dos Trabalhadores (CUT); Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB); Força Sindical; Nova Central Sindical de Trabalhadores (NCST); Pública, Central do Servidor; Central da Classe trabalhadora (INSTERSINDICAL).

A VOZ DOS MOVIMENTOS
Selma, do CSP Conlutas, falou que é momento de exercer “solidariedade ativa”: “Alckmin tem cumprido à risca passos do desmonte vindos do governo federal”, alertou.
Mateus, da Intersindical, falou da necessidade de ganhar o debate público desmontando argumento de crise que querem nos fazer crer: “A arrecadação de São Paulo teve aumento recorde nos últimos anos, mas isso não foi repassado a servidores. Aqui problema não é dinheiro, é político”, ressalta.


Rene Vicente, da CTB-SP, aponta para “precarização total” dos serviços públicos no governo Alckmin: “ Temos que demonstrar para população importância do serviço público de qualidade”, defende.

Bebel, presidenta da APEOESP, disse que a pauta (PL 920/17, do desmonte de SP), unificou movimentos. E disse, em nome da categoria: “Professores perderam 40% de seu poder aquisitivo. Dia 27 ficou definido em Assembleia que escolas fecharão”.

Ela ainda alertou para redesenho do Estado de São Paulo e aprofundamento da privatização com o PL imposto pelo governador.


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