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28/03/2017

Liderança do PT, um balanço de atuação

Deputado José Zico Prado
Por José Zico Prado

Tenho 26 anos de vida parlamentar. E me orgulho disso. Me orgulho do tanto que aprendi desde que ingressei na vida parlamentar, saído direto da fábrica, até os dias de hoje.
Legislar como oposição nunca é fácil. A forte presença do Governo Estadual no Parlamento torna cada avanço da oposição, cada vitória da Bancada, suada e almejada. Um trabalho diário que exige, de todos nós, paciência e diálogo, nem sempre fáceis nestes dias sombrios e intransigentes em que vivemos.

Em março de 2016, procurado pelos companheiros do partido, encarei o papel de assumir novamente a representação da Bancada como uma missão partidária. Me dediquei, neste último ano, única e exclusivamente a este trabalho, abdicando quase que por completo das atividades do meu mandato e do coletivo ao qual faço parte. Fiz por compromisso com o meu Partido.

Busquei um projeto de liderança partidário coletivo, ouvindo todos os deputados e deputadas dispostos a dialogar. Fizemos isso durante todo a nossa liderança, empoderando meus colegas de Bancada como interlocutores em temas debatidos neste Parlamento com os quais podiam contribuir por domínio no assunto, experiência ou desejo.

Nosso compromisso sempre foi com o coletivo, esgotando os argumentos em busca de unidade ou deliberando pela vontade da maioria, quando o consenso não foi possível.

Junto à assessoria da Bancada, mantivemos a mesma disposição. Mais do que um bom planejamento estratégico acreditamos que era necessário resgatar o espírito e o compromisso militante dos nossos assessores, aliados ao profissionalismo necessário para o desenvolvimento de um bom trabalho.

Nosso compromisso é partidário, antes de tudo. Se a estrutura é importante para o desenvolvimento dos trabalhos, a confiança, o diálogo e a unidade de ação é o que nos move a seguir em frente.
Para todos nós, que somos do Partido dos Trabalhadores, é fundamental garantir no Estado de São Paulo um projeto político de esquerda, que priorize as bandeiras dos trabalhadores e as políticas públicas que defendemos.

Alcançar este objetivo passa pela unidade de ação diante de um Estado governado pelo PSDB há tantos anos e que conta com um Parlamento formado por 75 deputados da base governista. Unidade de ação pressupõe, também, o direito de ocupar todos os espaços legítimos a que temos direito no Parlamento, direito conquistado pela bancada do PT através dos votos dos eleitores paulistas. Portanto, cada espaço é uma ferramenta de luta.

Nosso inimigo não é o companheiro com o qual divergimos pontualmente. Divergências nos ajudam a crescer. Intimidação e exposição não. Essas são táticas que nossos adversários utilizam para acuar os movimentos e as forças populares para nos agredir por meio de palavras e atos.

Buscamos, em nossa liderança, unir forças aos movimentos sociais, sindicais, estudantis, de direitos humanos, da luta pela terra e por moradia. Esse é o nosso lado.

Esta liderança buscou contribuir em ações, proposições, obstruções e mediações para que a nossa Bancada trilhasse este caminho. Agradeço o apoio incondicional da querida Ana do Carmo, líder da minoria, que contribuiu incansavelmente em prol da nossa Bancada no plenário, nas reuniões de líderes e nas ações conjuntas. O meu muito obrigado pelo companheirismo e dedicação.

Agradeço também a confiança de cada um dos meus colegas de Bancada ao trabalho desenvolvido na chefia de gabinete pelo companheiro Antonio Mentor, aos coordenadores temáticos que ajudaram a organização diária dos trabalhos e a toda a assessoria da Bancada.

Saio com o sentimento de dever cumprido e me somo agora ao nosso novo líder da Bancada, deputado Alencar Santana, que realizou um brilhante e dedicado trabalho na CPI da Merenda, honrando a vaga do PT e aumentando o meu respeito por seu trabalho e por sua pessoa.

Do mesmo modo, me somo à querida companheira Márcia Lia, que assume agora a Liderança da Minoria, e com sua disposição e dedicação, tenho certeza, será incansável na defesa dos projetos e das bandeiras não só do PT, mas da oposição neste Parlamento.

Aos meus companheiros e companheiras do PT, o meu agradecimento. Deixo a Liderança com a sensação de dever cumprido e volto para o front de luta, como militante que sou. A luta continua. Sempre.